Terça-feira, Julho 25, 2006 :::
Às vezes confiamos muito no que pensamos porque isso nos dá uma falsa sensação de segurança.Podemos sinceramente acreditar que algo é verdade,mas ainda assim estar completamente errados.Jesus nos avisou que não devemos confundir a sinceridade com a verdade. Quando acreditamos em alguma coisa, estamos convencidos de que ela é a "verdade". Jesus ensinou que devemos ser humildes com relação ao que pensamos saber, porque só podemos conhecer a verdade a partir da nossa perspectiva pessoal.
Mark W. Baker
A verdade não é aquela que esta a vista ou que nos falam e expressam, mais é a verdade que cada um quer ver e sente dentro de si. Não há como lutar contra isso se o individuo não quer mudar.
::: posted by PAULISTA PAULISTA at 09:17
Quinta-feira, Maio 04, 2006 :::
Hoje estou sentimental
Com muito açucar e pouco sal.
Num desejo de te roçar de leve,
Por toda a extensão de sua pele.
Estou sentimental,
Para sem pensar, apenas te beijar
Sentir boca com boca
Lingua, saliva, respiração, pulsação
O corpo a transpirar.
Hoje estou assim......sentimental
Sem poder te tocar.
::: posted by PAULISTA PAULISTA at 13:59
Tive um anjo em minha cama
Um anjo que dormindo me ama
Na penumbra do quarto
Teu rosto sereno e suave
A vontade de em tua boca pousar
Os labios que insistem em murmurar
O quanto eu a amo
::: posted by PAULISTA PAULISTA at 11:44
Terça-feira, Maio 02, 2006 :::
Fantasiamos nossos sonhos e desejos intimos.
Mais nunca fantasiamos problemas.
::: posted by PAULISTA PAULISTA at 14:53
Sexta-feira, Abril 28, 2006 :::
O mundo é conforme o vemos.
A um tempo atras as sexta-feiras eram tristonhas.
Hoje representam uma esperança no final de semana, um bom final de semana.
::: posted by PAULISTA PAULISTA at 09:49
Quarta-feira, Março 15, 2006 :::
O passarinho engaiolado
Dentro de uma linda gaiola vivia um passarinho. Sua vida era segura e tranqüila. Tranqüilidade e segurança: coisas que todos desejam.
Barco ancorado não naufraga. Avião em hangar não cai.
Para viver em segurança as pessoas constroem gaiolas e passam a viver dentro delas. Dentro das gaiolas não há perigos. Só há monotonia. Todo dia a mesma coisa. Tudo o que acontece todo dia do mesmo jeito é chato. Esse é o preço da segurança: a chatice. Dentro da gaiola não há muito que fazer, seja ela feita com arames de ferro ou com deveres. Os sonhos de aventuras selvagens aparecem, mas, logo que vêem os arames, morrem.
Alguns, malvados, furam os olhos dos pássaros engaiolados. Dizem que pássaro de olho furado canta mais bonito. Talvez, cegos, eles se esqueçam de que estão presos numa gaiola. Mas, mesmo que não estivessem, de que lhes adiantaria ter asas para voar se não têm olhos para ver? Sua cegueira é a sua gaiola. Há muitas pessoas assim: parecem ter olhos normais, parecem ver tudo. Na verdade nada vêem, a não ser o seu mundinho. Sua cegueira é a sua gaiola.
O nosso amigo, passarinho engaiolado, bem se lembrava do dia em que, enganado pelo alpiste tentador, saboroso, entrou no alçapão. Alçapões são assim: têm sempre uma coisa apetitosa dentro. Mas basta que a coisa apetitosa seja bicada para que a porta se feche para sempre, até que a morte a abra...
Na porta da gaiola estava escrita uma frase famosa, de um poeta famoso, dante alighieri:
¿deixai toda a esperança vós que entrais.¿
Mas passarinho não entende nem escrita nem linguagem de gente.
Há um poema famoso, de guerra junqueiro, sobre o melro, pássaro que canta risadas de cristal. Um padre velho e ranzinza tinha raiva do melro. Ele comia as sementes que o padre semeava. Um dia, o padre encontra o ninho do melro num arbusto. Estava cheio de filhotinhos. O padre, para se vingar da mãe, engaiola os filhotinhos. A mãe, vendo seus filhos engaiolados, e sem forças para abrir a portinhola de ferro, traz no seu bico um galho de veneno. "meus filhos, a existência é boa só quando é livre", ela disse. "a liberdade é a lei. Prende-se a asa, mas a alma voa... Ó filhos, voemos pelo azul!... Comei!"
É certo que a mãe do nosso passarinho nunca lera o poema de guerra junqueiro porque, ao ver seu filho engaiolado, lhe disse: "finalmente minhas orações foram respondidas. Você está seguro, pelo resto de sua vida. Nada há a temer. Nenhum gato o comerá. Comida não lhe faltará. Você estará sempre tranqüilo. Se você ficar deprimido, cante. Quem canta seus males espanta. Veja: todos os pássaros engaiolados estão cantando!"
As palavras de sua mãe não o convenceram. Do seu pequeno espaço ele olhava os outros passarinhos. Os bem-te-vis, atrás dos bichinhos; os sanhaços, entrando mamões adentro; os beija-flores, com seu mágico bater de asas; os urubus, em seus vôos tranqüilos na fundura do céu; as rolinhas, arrulhando, fazendo amor; as pombas, voando como flechas.
Ele queria ser como os outros pássaros, livres... Ah! Se aquela maldita porta se abrisse... Isso era tudo o que ele desejava.
Pois não é que, para surpresa sua, um dia o seu dono esqueceu a porta da gaiola aberta? Ele poderia agora realizar todos os seus sonhos. Estava livre, livre, livre! Saiu. Voou para o galho mais próximo. Olhou para baixo. Puxa! Como era alto! Sentiu um pouco de tontura. Estava acostumado com o chão da gaiola, bem pertinho. Teve medo de cair. Agachou-se no galho, para ter mais firmeza.
Viu uma outra árvore mais distante. Teve vontade de ir até lá. Perguntou-se se suas asas agüentariam. Elas não estavam acostumadas. O melhor seria não abusar, logo no primeiro dia. Agarrou-se mais firmemente ainda.
Nesse momento um insetinho passou voando bem na frente do seu bico. Chegara a hora. Esticou o pescoço o mais que pôde, mas o insetinho não era bobo. Sumiu mostrando a língua.
"Ei, você!" - era uma passarinha. "Vamos voar juntos até o quintal do vizinho? Há uma linda pimenteira, carregadinha de pimentas vermelhas. Deliciosas. Só é preciso prestar atenção no gato que anda por lá..." Só o nome "gato" já lhe deu um arrepio. Disse para a passarinha que não gostava de pimentas. A passarinha procurou outro companheiro. Ele preferiu ficar com fome.
Chegou o fim da tarde e, com ele, a tristeza do crepúsculo. A noite se aproximava. Onde iria dormir? Lembrou-se do prego amigo, na parede da cozinha, onde a sua gaiola ficava dependurada. Teve saudades dele. Teria de dormir num galho de árvore, sem proteção. Gatos sobem em árvores? Eles enxergam no escuro? E era preciso não esquecer os gambás. E tinha de pensar nos meninos com os seus estilingues, no dia seguinte. Tremeu de medo. Nunca imaginara que a liberdade fosse tão complicada.
Somente podem gozar a liberdade aqueles que têm coragem.
Ele não tinha. Teve saudades da gaiola. Voltou. Felizmente a porta ainda estava aberta. Entrou. Pulou para o poleiro. Adormeceu agradecido a deus pela felicidade da gaiola. É muito mais simples não ser livre.
Nesse momento chegou o dono. Vendo a porta aberta, disse: "passarinho bobo. Não viu que a porta estava aberta. Deve estar meio cego. Pois passarinho de verdade não fica em gaiola. Gosta mesmo é de voar...¿
(texto de Rubem Alves)
::: posted by PAULISTA PAULISTA at 09:37
Segunda-feira, Janeiro 30, 2006 :::
Por vezes em amar voce, deixo de ser quem sou para ser voce.
Por amar voce, descobri o que o amor significa para mim.
Amar voce, significa descobrir o que eu sonhava e sonho.
Amar voce, me faz sentir raiva de mim por não tê-la.
Em ama-la, sofro, me alegro, mais me deixo para não te fazer sofrer.
Amar-te como mulher, companheira, confidente.
Amar voce é ter a realidade do amor, ainda que não esteja ao meu lado.
Ama-la é te ver feliz, em paz, e não te fazer sofrer mais.
Te amar é guardar o que despertou em mim, mesmo estando longe de mim.
::: posted by PAULISTA PAULISTA at 15:21
Segunda-feira, Dezembro 26, 2005 :::
Um beijo que ainda não foi dado, e que já se pensou que o foi, ainda pode ser melhorado, e se ainda pode ser melhorado, que o seja de forma diferente, e se puder ser diferente, ainda restara um beijo que nunca foi dado.
::: posted by PAULISTA PAULISTA at 17:05
Segunda-feira, Dezembro 05, 2005 :::
::: posted by PAULISTA PAULISTA at 12:36
Nobreza humana
Possivelmente você já ouviu ao menos falar sobre os três tenores. O italiano Luciano Pavarotti, os espanhóis Plácido Domingo e José Carreras. É possível mesmo que os tenha assistido pela TV, abrilhantando eventos como a Copa do Mundo de futebol.
O que talvez você não saiba é que Plácido Domingo é madrileno e José Carreras é catalão. E há uma grande rivalidade entre madrilenos e catalães. Plácido e Carreras não fugiram à regra. Em 1984, por questões políticas, tornaram-se inimigos. Sempre muito requisitados em todo o mundo, ambos faziam constar em seus contratos que só se apresentariam se o desafeto não fosse convidado.
Em 1987, Carreras ganhou um inimigo mais implacável que Plácido Domingo. Foi surpreendido por um terrível diagnóstico de leucemia. Submeteu-se a vários tratamentos, como auto-transplante de medula óssea e trocas de sangue. Por isso, era obrigado a viajar mensalmente aos Estados Unidos.
Claro que sem condições para trabalhar, e com o alto custo das viagens e do tratamento, logo sua razoável fortuna acabou. Sem condições financeiras para prosseguir o tratamento,
Carreras tomou conhecimento de uma instituição em Madrid, denominada Fundación Hermosa. Fora criada com a finalidade única de apoiar a recuperação de leucêmicos.
Graças ao apoio dessa fundação, ele venceu a doença. E voltou a cantar. Tornando a receber altos cachês, tratou de se associar à fundação. Foi então que, lendo os estatutos, descobriu que o fundador, maior colaborador e presidente era Plácido Domingo.
Mais do que isso. Descobriu que a fundação fora criada, em princípio, para atender a ele, Carreras. E que Plácido se mantinha no anonimato para não o constranger por ter que aceitar auxílio de um inimigo.
Momento extraordinário, e muito comovente aconteceu durante uma apresentação de Plácido, em Madrid. De forma imprevista, Carreras interrompeu o evento e se ajoelhou a seus pés. Pediu-lhe desculpas. Depois, publicamente lhe agradeceu o benefício de seu restabelecimento.
Mais tarde, quando concedia uma entrevista na capital espanhola, uma repórter perguntou a Plácido Domingo por que ele criara a Fundación Hermosa. Afinal, além de beneficiar um inimigo, ele concedera a oportunidade de reviver a um dos poucos artistas que poderiam lhe fazer alguma concorrência.
A resposta de Plácido Domingo foi curta e definitiva: "porque uma voz como essa não se podia perder."
Retirado do site primeiroprograma em 05/12/2005
::: posted by PAULISTA PAULISTA at 11:53
Terça-feira, Novembro 29, 2005 :::
Num breve instante de reaparição do anjo ele sussurrou:
Decore
Eu te amo!
Eu te amo!
Eu te amo!
Eu te amo!
E voltou aos céus deixando-me só com este amor dentro de mim e só dentro de mim.
::: posted by PAULISTA PAULISTA at 11:57
Quando nesta vida eu não mais existir,
ainda assim restará a minha história
Para aqueles que aqui ficaram.
::: posted by PAULISTA PAULISTA at 11:50
Quarta-feira, Novembro 23, 2005 :::
Sentimentos e Cicatrizes
Os sentimentos produzem tudo o que há de bom, mesmo no ato de se chorar, depois nos sentimos mais aliviados, ao rir mais leves, no fato de se amar algo ou alguém. Quando isto nos é tirado abrem-se cicatrizes que com o tempo vão se fechando.Serão lembranças permanentes e aprendemos a suportá-la e conviver com ela para podermos seguir em frente vivendo. E que abaixo desta cicatriz calterizada pela dor, a alegria e amor permanecem.
Muitos sofrem por algum motivo se desfazer de um bem tão duramente conquistado, do sonho da casa, carro, do amor não correspondido, da perda da pessoa amada. Mas em vez de se lamuriar pela perda, alguns conseguem entender que conseguiram ter o prazer de vivenciar o que isto lhe proporcionou e guardam consigo. Estes conseguem, ainda que com suas cicatrizes a conviver com esta dor de perda.E isto apesar de não parecer bom, assim se torna em face aos outros que se encerram em si próprio com suas lamurias.
::: posted by PAULISTA PAULISTA at 15:49
Segunda-feira, Novembro 21, 2005 :::
ANJOS E TRANQUEIRAS
Nunca fiz o que me diziam, escutava prestava atenção, aprendia o que podia, mas sempre fiz o que quis. Isto implica em continuar a comer qualquer coisa, independente do clesterol alto, a fumar ultimamente cada vez mais apesar de começar a sentir os efeitos disto. Tenho conciência do mal que pode causar mas o será apenas a mim mesmo.
E talvez por agir assim, também pude me permitir a sentir algo que imaginei que jamais conseguiria,amar.Desejar, sonhar, pensar,lutar e superar os obstáculos, modificar-se por uma vontade que surge lá dentro de você e sentir-me satisfeito com isso. Amar uma pessoa prazerosamente, em paz por estar ao lado, em conversar, sentir falta de cada coisa ao lado dela.
Se não seguisse o que sinto dentro de mim não teria vivenciado isso.Ainda que a pessoa amada tenha desistido de mim.
Mesmo hoje estando sozinho, me isolando ( e sabendo ser uma forma covarde de fugir), sei o que é amar uma pessoa. Me tornando uma ilha no meio do oceano, tento proteger esse amor que conheci, me dá ciência que o amor existe desta plenitude é possivel, e que há pessoas que tem esta benção em suas vidas. Umas passam por esta vida sem jamais saber o que é amar, outras, nas quais me qualifico, sentem o amor lhes tocar, vivenciam isto por um tempo nesta vida e, se tiverem a leveza d´alma, ainda que sozinhos, guardam as lembranças e a força deste amor e podem agradecer por tê-lo sentido ainda que por um breve periodo.
::: posted by PAULISTA PAULISTA at 14:32
Sexta-feira, Novembro 18, 2005 :::
Todos nós temos nossas esperanças, também eu tive a minha. A de encontrar um amor que me fizesse sentir o que poetas,cantores e outros tantos proclamam.
Até que um anjo cruzou meu caminho.
Este anjo me fez acreditar que o que escutava era real, não era verso,imaginação ou sonho.
O anjo me permitiu amar e ver que o amor realmente transforma as pessoas ao ponto de fazer nelas a necessidade em mudar para cada vez mais se permitir a sentir o amor e ter a reciprocidade.Voei nas asas deste anjo e ele me levou a um céu maravilhoso, me deu paz,forças,alegria e a vontade de querer retribuir a este anjo este amor que pensei não fosse capaz de sentir.
Cada vez que este anjo se sentia cansado em me carregar com ele e baixava a sua altitude eu conseguia retribuir o amor que me dava e ele ganhava altitude de novo. Se elevou ainda mais de onde estavamos. O anjo depois que atingimos uma altitude de onde eu me sentia cada vez mais pleno de amor, resolveu desistir de mim, disse que estava cansado, achava muita responsabilidade se dedicar a mim, não acreditou que eu conseguira amar, disse que se sentia culpado, que tinha outras prioridades e finalmente, depois de eu argumentar e lutar em demosntrar que ele me transformara, que graças ao anjo eu estava amando e que ele era o responsável, o anjo me disse que desistia de mim, que não tinha mais forças para continuar e me deixou cair lá de cima.
Hoje tenho conciencia de que o amor realmente existe, inclusive de que anjos circulam entre nós. De que o amor é excelencia para poucos, para os eleitos de Deus. Ainda ouço a risada do anjo, vejo a sua beleza, o amor que ele pode passar aos outros, e que quanto a mim o amor são asas de anjo que voam livres e distantes bem longe da minha realidade que hoje vejo como a de passar por este mundo sozinho carregando este carma sem permissão de amar o meu anjo. Nunca mais vou poder sentir o seu carinho, sua paz, o seu amor.
::: posted by PAULISTA PAULISTA at 10:11
Quarta-feira, Novembro 16, 2005 :::
A janela do meu quarto
Neste feriado prolongado de 15/11, passei longe das tres pessoas que amo. Sai, tentei me distrair, mas minha pessoa transparecia que eu apenas estava por ali. Duas destas pessoas sabia eu que deviam estar bem, uma que mexe comigo de uma forma que nunca pensei, me fazia estar assim distante, ausente.
E assim me fechei em mim mesmo. Nesta madrugada, após ter ficado vendo tv e o Jô Onze e Meia, que sempre começa muito depois que o sigerido pelo titulo do programa, resolvi desligar a tv e tentar dormir.
A janela do quarto que estava aberta, deixou uma luz prateada tocar os meus pés. Virei-me e pude ver uma Lua linda num céu a sua altura, pensei em dormir aos pés da cama para ficar contemplando este espetáculo, imaginando quem sabe mais, poderia estar vendo o mesmo que eu. Meu baixo astral foi maior e continuei onde estava. E numa destas coisas que somente a natureza pode nos proporcionar, numa das vezes que acordei, lá estava aquela luz prateada agora tocando o meu rosto e travesseiro. Foi como eu não estivesse mais sozinho naquele quarto,um toque de carinho de Alguém que de uma forma ou de outra parece estar nos dizendo que esta sempre presente mesmo nos nossos piores momentos, basta que um simples gesto em deixar a janela aberta, possa proporcionar algo de bom, ainda que a nossa insigficancia se recuse a nos permitir a isso, há sempre meios para que possamos ver como o mundo ainda pode ter seus momentos belos, e assim pude dormir ao menos umas duas horas.
::: posted by PAULISTA PAULISTA at 10:38
Os pacientes
Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital. Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões. Sua cama estava junto da única janela do quarto.
O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas. Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres famílias, das suas casas, dos seus empregos, dos seus aeromodelos, onde tinha passado a s férias...
E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, ele passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto todas as coisas que ele conseguia ver do lado de fora da janela. O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a atividade e cor do mundo do lado de fora da janela.
A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem e uma tênue vista da silhueta da cidade podia ser vista no horizonte.
Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava a pitoresca cena. Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia a passar. Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, e conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retratava através de palavras bastante descritivas. Dias e semanas passaram.
Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida do homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia. Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo. Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca. Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto. Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela...que dava, afinal, para uma parede de tijolo!
O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela. A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. "talvez ele quisesse apenas dar-lhe coragem...".
Moral da história: há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas. A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada. Se te queres sentir rico, conta todas as coisas que tens que o dinheiro não pode comprar.
(Estória de autoria desconhecida, extraída no livro: "Parábolas eternas: reflexões para enriquecer a vida com sabedoria, alegria e emoção", Editora Soler)
::: posted by PAULISTA PAULISTA at 09:37
Quinta-feira, Outubro 06, 2005 :::
AO AMIGO QUE NÃO SABE QUE O É
Eu e minha iniciação nas trilhas de moto.
Lá estava eu cheio de vontade, a moto recém adquirida e o Davi me levando pelas trilhas que conhecia. No meio do caminho não havia uma pedra, mas um riacho que, ao passar por ele ocasionou uma pane em minha moto, a seguir um enorme morro a ser vencido por entre arvores, caminho ingrime e algumas pedras enormes.
Ele tentou rebocar a minha moto morro acima com uma corda, mas a moto dele começou a patinar e não tinah força suficiente, tentei empurrrar a minha moto e perdi a conta das vezes que cai e levantei,e na exaustão de levantar a moto ela caia do outro lado por não ter forças para segura-la em pé. Davi por vezes descia e me ajudava empurra-la morro acima, por vezes seguia em frente até eu não escutar o barulho de seu escapamento. Me senti sozinho, deu vontade de largar aquela po..a de moto lá no meio do mato e ir embora, mas lá vinha ele descendo me ajudando a levantar a moto, me dizendo que só faltava mais um pouco, que já estava acabando e assim se seguiu algumas vezes.
Acabei por vezes duvidar dele tantas foram as vezes do: "já estamos chegando, só mais um pouco e depois estaremos na estrada".
Cansaço, suor, calor, desanimo, vontade de desistir mesmo e deixar prá lá foram uma constante e o Davi ali.
Finalmente com a noite já caindo, saimos da trilha e do meu inferno pessoal naquele momento.
Sei que ele não vai ler o que escrevi, talvez não tenha tido a ele nenhuma importancia o que fez naquela trilha por mim. Sei que já comentei com ele aquele dia e que se não fosse por ele, a minha moto teria ficado lá mesmo.
Mas ali aprendi uma lição.
Sozinho desistimos mais fácil se já não tivermos a experiencia adquirida, que para se alcançar o cume do morro, deve se estabelecer pequenas etapas, pequenos caminhos a serem vencidos. Daquele dia em diante sempre que eu estava a frente dele em alguma trilha eu o esperei, cheguei a voltar algumas vezes para encontra-lo e nunca reclamei das vezes que ele seguiu em frente e fiquei para trás, fui em frente e o alcancei.
A voce Davi, que sem pretensão nenhuma me deu uma grande lição e da mesma forma cativou uma amizade enorme pela sua pessoa, sem esperar o mesmo de voce.
::: posted by PAULISTA PAULISTA at 14:01
Sexta-feira, Setembro 23, 2005 :::
O SORRISO DELA
Ela no banheiro eu cá no meu canto, a melodia que me enche os ouvidos
O sorriso dela, só dela, inconfundível.
Ela lendo algo engraçado, o sorriso escapulido de sua boca, ganhando ares.
O sorriso contido, o sorriso sem graça, o sorriso solto leve, só dela.
Ela sorrindo sem som,invadindo o espaço do rosto dela.
Um sorriso gostoso, envolvente.
Destes que te fazem rir ao escutar, te libertam os músculos da face.
Cinema, sala, cama, passeio, rua, carro, amigos, amor dela, o sorriso dela quebrando o silencio.
Amo teu sorriso em todas as formas de expressão que tua boca e espirito emana para nós.
Sinto falta de te escutar cantarolar.
::: posted by PAULISTA PAULISTA at 09:06
Segunda-feira, Agosto 29, 2005 :::
Já fui metade, já fui inteiro.
De inteiro por duas vezes me tornei metade.
Destas duas metades tornei-me inteiro.
Inteiro me fragmentei.
Dos fragmentos um maior me juntou.
Este maior me fez infinito.
No infinito conheci o Alfa e Omêga.
Este maior me proporcionou o que eu sabia mas desconhecia.
Me fragmentei, e destes pedaços comecei a somar na espera do maior.
::: posted by PAULISTA PAULISTA at 13:28
Terça-feira, Agosto 16, 2005 :::
Angustia, tristeza,um certo desespero em se perder o que se quer.Não conseguir explodir, não ter seu cinco minutos de loucura, não pensar além da fração de segundo que lhe impede de ser voce, não conseguir mudar o tanto que se deve para ser feliz, para dizer, sem se importar com o outro lado ou quem esta do lado, um EU TE AMO a pleno pulmões e que se dane!!!!
Me comentaram um dia porque as coisas não são como nos filmes. Se conhecem, se amam, enfrentam e arriscam tudo para se ficar junto, passam dificuldades mas estão ali, um ao lado do outro, por fim o amor vence o que enfrentam e vivem juntos pelo resto de suas vidas. Pensei muito nisso. Em filmes geralmente projetam os nossos desejos, o que gostariamos que acontecesse e não nos permitimos, que nem sempre os filmes retratam a vida real com realidade, com verdade. Que em filmes de guerra, heróis e amores nunca conseguem passar com fidelidade o que acontece aqueles que vivenciaram ou vivenciam.
Mas nos transmitem sonhos com os quais sonhamos ou idealizamos, nos transmitem esperança, nos dão forças para que continuemos em nossa vida real enfrentando as adversidades, obstáculos, nossos medos e desejos. Nos alimentam para que não venhamos a desistir. Somente aqueles que passam por guerras externas ou internas, aqueles que enfrentam ou acompanham a luta contra uma doença terminal, aqueles que amam sem se sentirem amados, daqueles que amam e não sabem vivenciar os momentos de amor, daqueles que se perdem sem jamais se encontrar e de tantos outros que saem mais fortalecidos depois de uma tragedia pessoal sabem que devemos continuar acreditando mesmo quando o mundo parece dizer não, que a sua crença, sua fé pessoal realmente consegue mover montanhas.
A todos aqueles que não conseguem dizer, e permanece o silencio que pode silenciar uma vida,aqui esta, eu continuo acreditando: EU QUERO AMAR!!!QUERO ME SENTIR AMADO!!!!!
::: posted by PAULISTA PAULISTA at 13:40
Quinta-feira, Agosto 11, 2005 :::
O ESQUILO E O GALHO
Lá estava o esquilo no alto da árvore que sempre conhecia. Fora lá que ele nascera, fora de lá que até aquele momento sempre tirara o seu sustento e moradia. Uma árvore antiga, magestosa, segura pela sua imponencia diante das demais da floresta. Mas outros esquilos já havia partido, pois a árvore já dava sinais de cansaço, pelo tempo e por tanto prover aos que dela buscavam abrigo e alimento e já estava ao fim de seu ciclo, dando sinais de morte. O esquilo, na ponta do galho estava num impasse. Dar um salto para a árvore do lado que nasceu, fruto desta, e ao longo dos anos se tornou tão bonita e magestosa quanto a que gerou, com bons frutos aos olhos e bons locais para abrigar o esquilo. Mas o esquilo precisava saltar ao espaço vazio e sem ter a certeza de que, este salto, o levaria ao sucesso de alcançar a árvore vizinha.
Saltar, ou permanecer. Buscar o novo sem ter a certeza de alcança-lo, ou permanecer até o fim ao lado de quem lhe dera tudo o que conhecia até então como rendendo uma homenagem, um agradecimento.
Saltar ou permanecer. Aguardar muito significa deixar que as forçar que ainda tem para o salto se percam para mante-lo vivo ao galho que o sustenta, na árvore que agora não o satisfaz mais em suas necessidades e talvez perecer junto. Como saber o melhor momento de saltar, como descobrir isso.
Como outros partiram antes e ele não.
Saltar ou permanecer.
::: posted by PAULISTA PAULISTA at 11:25
Quinta-feira, Junho 23, 2005 :::
Te quero como um vicio em minha vida,
A me viciar a cada dia.
Destes que ao tentarmos abandonar, sucumbimos.
Destes que nos entorpecem de prazer,
Para depois ficar desesperado a querer mais e mais.
Quero sentir a necessidade de te combater
Apenas para depois de vencido, de novo me entregar a ti.
Vicio daqueles em que encontramos a paz
Destes para sonhar e enfrentar a realidade.
De um tipo que lhe destrói por dentro
E te faz Fenix, renovando de dentro para fora.
Que me faça perder o ar e me sentir levitar
Deixe a boca seca e o corpo banhado em suor.
Não quero te amar po hábito, mais por amor.
::: posted by PAULISTA PAULISTA at 08:54
Sexta-feira, Junho 10, 2005 :::
Uma dor no meio do peito, uma vontade enorme de sacudir ou dar leves tapas por não acreditar no que escuta, que loucura é essa de receber um não várias vezes e ainda assim querer estar perto, este desejo que dá vontade de gritar, esta ausência que não se substancia permanecendo presente mesmo ausente. Que limiar de descontrole doido a que me impele este sentimento.
Sentir o chão sumir e não crer no que que ouviu, acreditar-se no que sente, que teus não são de desespero, que a ausencia fisica é momentanea, que nada que possa acontecer vai te tirar de mim, que meu controle já não é mais meu, que meus pensamentos tem vontade própria, que desejo fazer as coisas certas para não te perder, mais talvez a perca justamente por isso. Ahhhh...... desconfiava que amar poderia ser tudo isso, mais não sabia que este sentimento que me faz sofrer fosse capaz de se curar tão fácil pelo meu amor por voce,pela vontade de esatr contigo e de sempre aprender com voce CCS.
::: posted by PAULISTA PAULISTA at 14:39
Terça-feira, Junho 07, 2005 :::
Pensei que tivesse me escrito algo, já faz um tempo que não me escreve mais. Só quero que saiba que também sinto falta de tuas palavras escritas. Quero que saiba que continuo te escrevendo e assim continuarei para que este caminho esteja sempre aberto. Quando um se afastar que o outro lhe dê a mão e o traga para mais perto. Quando o outro não escrever deixe a disposição um meio de expressão. Quando o outro não for de encontro ao que esperava lhe diga e converse sobre o assunto. Se sinta bem ao lado de quem voce ama. O amor é feito de deslizes, desencontros, obstaculos, carinho, preocupações com o outro, saudades, bem estar, degraus a serem galgados. O amor para mim é tudo isso e o que mais possam acontecer que lhe dão a certeza que com tudo isso o seu relacionamento só acaba se fortalecendo atráves dos maus e bons momentos.
Talvez meu modo de pensar esteja errado perante as pessoas, mais sempre imaginei que quando encontrasse a pessoa certa me sentiria feliz e bem ao lado dela, que os péssimos momentos que fossemos passar seriam superados melhor até com a simples presença dela ao meu lado, mesmo que não dissesse nada, que só de escutar a sua risada, sentir o seu perfume, reviver os momentos que tivemos me deixasse com uma sensação boa, gostosa. Para muitos isso pode não ser amor, mas para a minha verdade é.
Eu te amo, meu amor.
::: posted by PAULISTA PAULISTA at 09:08