São palavras pousadas tingindo o branco com negro, criadas uma única vez e postas aqui para não cairem no esquecimento...  

Textos e pensamentos


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Terça-feira, Novembro 29, 2005 :::
 


Num breve instante de reaparição do anjo ele sussurrou:
Decore
Eu te amo!
Eu te amo!
Eu te amo!
Eu te amo!

E voltou aos céus deixando-me só com este amor dentro de mim e só dentro de mim.




::: posted by PAULISTA PAULISTA at 10:57


 
Quando nesta vida eu não mais existir,
ainda assim restará a minha história
Para aqueles que aqui ficaram.



::: posted by PAULISTA PAULISTA at 10:50


Quarta-feira, Novembro 23, 2005 :::
 
Sentimentos e Cicatrizes
Os sentimentos produzem tudo o que há de bom, mesmo no ato de se chorar, depois nos sentimos mais aliviados, ao rir mais leves, no fato de se amar algo ou alguém. Quando isto nos é tirado abrem-se cicatrizes que com o tempo vão se fechando.Serão lembranças permanentes e aprendemos a suportá-la e conviver com ela para podermos seguir em frente vivendo. E que abaixo desta cicatriz calterizada pela dor, a alegria e amor permanecem.
Muitos sofrem por algum motivo se desfazer de um bem tão duramente conquistado, do sonho da casa, carro, do amor não correspondido, da perda da pessoa amada. Mas em vez de se lamuriar pela perda, alguns conseguem entender que conseguiram ter o prazer de vivenciar o que isto lhe proporcionou e guardam consigo. Estes conseguem, ainda que com suas cicatrizes a conviver com esta dor de perda.E isto apesar de não parecer bom, assim se torna em face aos outros que se encerram em si próprio com suas lamurias.


::: posted by PAULISTA PAULISTA at 14:49


Segunda-feira, Novembro 21, 2005 :::
 
ANJOS E TRANQUEIRAS

Nunca fiz o que me diziam, escutava prestava atenção, aprendia o que podia, mas sempre fiz o que quis. Isto implica em continuar a comer qualquer coisa, independente do clesterol alto, a fumar ultimamente cada vez mais apesar de começar a sentir os efeitos disto. Tenho conciência do mal que pode causar mas o será apenas a mim mesmo.
E talvez por agir assim, também pude me permitir a sentir algo que imaginei que jamais conseguiria,amar.Desejar, sonhar, pensar,lutar e superar os obstáculos, modificar-se por uma vontade que surge lá dentro de você e sentir-me satisfeito com isso. Amar uma pessoa prazerosamente, em paz por estar ao lado, em conversar, sentir falta de cada coisa ao lado dela.
Se não seguisse o que sinto dentro de mim não teria vivenciado isso.Ainda que a pessoa amada tenha desistido de mim.
Mesmo hoje estando sozinho, me isolando ( e sabendo ser uma forma covarde de fugir), sei o que é amar uma pessoa. Me tornando uma ilha no meio do oceano, tento proteger esse amor que conheci, me dá ciência que o amor existe desta plenitude é possivel, e que há pessoas que tem esta benção em suas vidas. Umas passam por esta vida sem jamais saber o que é amar, outras, nas quais me qualifico, sentem o amor lhes tocar, vivenciam isto por um tempo nesta vida e, se tiverem a leveza d´alma, ainda que sozinhos, guardam as lembranças e a força deste amor e podem agradecer por tê-lo sentido ainda que por um breve periodo.



::: posted by PAULISTA PAULISTA at 13:32


Sexta-feira, Novembro 18, 2005 :::
 
Todos nós temos nossas esperanças, também eu tive a minha. A de encontrar um amor que me fizesse sentir o que poetas,cantores e outros tantos proclamam.
Até que um anjo cruzou meu caminho.
Este anjo me fez acreditar que o que escutava era real, não era verso,imaginação ou sonho.
O anjo me permitiu amar e ver que o amor realmente transforma as pessoas ao ponto de fazer nelas a necessidade em mudar para cada vez mais se permitir a sentir o amor e ter a reciprocidade.Voei nas asas deste anjo e ele me levou a um céu maravilhoso, me deu paz,forças,alegria e a vontade de querer retribuir a este anjo este amor que pensei não fosse capaz de sentir.
Cada vez que este anjo se sentia cansado em me carregar com ele e baixava a sua altitude eu conseguia retribuir o amor que me dava e ele ganhava altitude de novo. Se elevou ainda mais de onde estavamos. O anjo depois que atingimos uma altitude de onde eu me sentia cada vez mais pleno de amor, resolveu desistir de mim, disse que estava cansado, achava muita responsabilidade se dedicar a mim, não acreditou que eu conseguira amar, disse que se sentia culpado, que tinha outras prioridades e finalmente, depois de eu argumentar e lutar em demosntrar que ele me transformara, que graças ao anjo eu estava amando e que ele era o responsável, o anjo me disse que desistia de mim, que não tinha mais forças para continuar e me deixou cair lá de cima.
Hoje tenho conciencia de que o amor realmente existe, inclusive de que anjos circulam entre nós. De que o amor é excelencia para poucos, para os eleitos de Deus. Ainda ouço a risada do anjo, vejo a sua beleza, o amor que ele pode passar aos outros, e que quanto a mim o amor são asas de anjo que voam livres e distantes bem longe da minha realidade que hoje vejo como a de passar por este mundo sozinho carregando este carma sem permissão de amar o meu anjo. Nunca mais vou poder sentir o seu carinho, sua paz, o seu amor.

::: posted by PAULISTA PAULISTA at 09:11


Quarta-feira, Novembro 16, 2005 :::
 
A janela do meu quarto

Neste feriado prolongado de 15/11, passei longe das tres pessoas que amo. Sai, tentei me distrair, mas minha pessoa transparecia que eu apenas estava por ali. Duas destas pessoas sabia eu que deviam estar bem, uma que mexe comigo de uma forma que nunca pensei, me fazia estar assim distante, ausente.
E assim me fechei em mim mesmo. Nesta madrugada, após ter ficado vendo tv e o Jô Onze e Meia, que sempre começa muito depois que o sigerido pelo titulo do programa, resolvi desligar a tv e tentar dormir.
A janela do quarto que estava aberta, deixou uma luz prateada tocar os meus pés. Virei-me e pude ver uma Lua linda num céu a sua altura, pensei em dormir aos pés da cama para ficar contemplando este espetáculo, imaginando quem sabe mais, poderia estar vendo o mesmo que eu. Meu baixo astral foi maior e continuei onde estava. E numa destas coisas que somente a natureza pode nos proporcionar, numa das vezes que acordei, lá estava aquela luz prateada agora tocando o meu rosto e travesseiro. Foi como eu não estivesse mais sozinho naquele quarto,um toque de carinho de Alguém que de uma forma ou de outra parece estar nos dizendo que esta sempre presente mesmo nos nossos piores momentos, basta que um simples gesto em deixar a janela aberta, possa proporcionar algo de bom, ainda que a nossa insigficancia se recuse a nos permitir a isso, há sempre meios para que possamos ver como o mundo ainda pode ter seus momentos belos, e assim pude dormir ao menos umas duas horas.

::: posted by PAULISTA PAULISTA at 09:38


 
Os pacientes
Dois homens, ambos gravemente doentes, estavam no mesmo quarto de hospital. Um deles podia sentar-se na sua cama durante uma hora, todas as tardes, para que os fluidos circulassem nos seus pulmões. Sua cama estava junto da única janela do quarto.

O outro homem tinha de ficar sempre deitado de costas. Os homens conversavam horas a fio. Falavam das suas mulheres famílias, das suas casas, dos seus empregos, dos seus aeromodelos, onde tinha passado a s férias...

E todas as tardes, quando o homem da cama perto da janela se sentava, ele passava o tempo a descrever ao seu companheiro de quarto todas as coisas que ele conseguia ver do lado de fora da janela. O homem da cama do lado começou a viver à espera desses períodos de uma hora, em que o seu mundo era alargado e animado por toda a atividade e cor do mundo do lado de fora da janela.

A janela dava para um parque com um lindo lago. Patos e cisnes chapinhavam na água enquanto as crianças brincavam com os seus barquinhos. Jovens namorados caminhavam de braços dados por entre as flores de todas as cores do arco-íris. Árvores velhas e enormes acariciavam a paisagem e uma tênue vista da silhueta da cidade podia ser vista no horizonte.

Enquanto o homem da cama perto da janela descrevia isto tudo com extraordinário pormenor, o homem no outro lado do quarto fechava os seus olhos e imaginava a pitoresca cena. Um dia, o homem perto da janela descreveu um desfile que ia a passar. Embora o outro homem não conseguisse ouvir a banda, e conseguia vê-la e ouvi-la na sua mente, enquanto o outro senhor a retratava através de palavras bastante descritivas. Dias e semanas passaram.

Uma manhã, a enfermeira chegou ao quarto trazendo água para os seus banhos, e encontrou o corpo sem vida do homem perto da janela, que tinha falecido calmamente enquanto dormia. Ela ficou muito triste e chamou os funcionários do hospital para que levassem o corpo. Logo que lhe pareceu apropriado, o outro homem perguntou se podia ser colocado na cama perto da janela. A enfermeira disse logo que sim e fez a troca. Depois de se certificar de que o homem estava bem instalado, a enfermeira deixou o quarto. Lentamente, e cheio de dores, o homem ergueu-se, apoiado no cotovelo, para contemplar o mundo lá fora. Fez um grande esforço e lentamente olhou para o lado de fora da janela...que dava, afinal, para uma parede de tijolo!

O homem perguntou à enfermeira o que teria feito com que o seu falecido companheiro de quarto lhe tivesse descrito coisas tão maravilhosas do lado de fora da janela. A enfermeira respondeu que o homem era cego e nem sequer conseguia ver a parede. "talvez ele quisesse apenas dar-lhe coragem...".

Moral da história: há uma felicidade tremenda em fazer os outros felizes, apesar dos nossos próprios problemas. A dor partilhada é metade da tristeza, mas a felicidade, quando partilhada, é dobrada. Se te queres sentir rico, conta todas as coisas que tens que o dinheiro não pode comprar.

(Estória de autoria desconhecida, extraída no livro: "Parábolas eternas: reflexões para enriquecer a vida com sabedoria, alegria e emoção", Editora Soler)


::: posted by PAULISTA PAULISTA at 08:37




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